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Há um lugar dentro da gente onde o amor fala mais alto. Onde entre ditos e não ditos, saberes e dúvidas a voz de uma verdade singela ecoa.

As vezes nos sentimos perdidos, sem saber ao certo como chegar neste lugar. Quanto mais pensamos entre dúvidas e sentimentos confusos mais nos afundamos na insegurança e na incerteza.

É preciso silêncio e entrega, voltar-se às ações, à percepção do que nos move, do que nos inspira para reconhecer antes o amor que temos em nós. Uma condição de simplicidade, de aceitação para compreender que quaisquer erros que possamos ter cometido, não foram conscientes ou propositais.

É necessário ter foco no presente, eu sou apenas agora. E neste agora percebo como fluem os sentimentos e pensamentos em mim, me movendo desta ou daquela forma. À medida que vamos descobrindo como isso funciona podemos ficar mais tranquilos em relação às nossas ações e principalmente sobre nossas intenções.

Este mundo é feito em camadas, e à medida que transitamos por elas vamos desconstruindo verdades antigas, que atendiam à uma determinada condição social e material, e vamos concebendo novas visões, mais amplas que permitem o amor fluir por espaços que antes não permitíamos. Vamos ampliando a percepção de unicamente corpo, pra corpo, mente e espírito, aceitando a guiança das sensações, sejam elas de que ordem forem.

Percebemos ainda que temos a condição do discernimento, entre o que é confortável e desconfortável, do que faz bem e do que causa dor, e assim vamos nos tornando aptos a fazer escolhas. Isso não tem a ver com julgar e classificar o mundo, mas antes, em conhecer o guia interno através da experiência, ponderando ações e resultados, colhendo aprendizados com graça, encanto e magia. Sem medo ou insegurança de descobrir-se insignificante. Pois em sua magnitude natureza, nada, absolutamente nada é insignificante.  É a forma como processamos as dores, o difícil que nos faz crescer e amadurecer. Não é natural evitar o processo de amadurecimento, mas é natural que tenhamos medo de crescer, de deixar o conhecido pra trás e avançar rumo ao inédito. Quando nos concentramos no agora, aprendemos a confiar, e passado já não existe, da mesma forma nada a deixar ou a levar. Simplesmente ser, o que se é, só neste instante, e já não somos mais tudo o que pensamos que somos ou o que os outros pensam que somos. Apenas somos, existimos, fazemos conforme o fluxo, com poder de escolha e decisão sobre cada reação aos estímulos da vida.

Nós não controlamos ou decidimos quais são estes estímulos, nós apenas respondemos à eles, com inspiração, com impulso instintivo, com pensamentos que brotam e que conduzimos junto às nossas emoções.  Escolhemos entre a busca do lugar de amor em nós, ou ao burburinho mental do certo x errado.

Há momentos que é preciso fecharmos os olhos e darmos cada passo conforme o compasso do nosso coração. Sem questionar, confiantes de que temos a lealdade para com ele, nosso amado coração. Lá, no coração, é sabido que toda cura e todo amor só contemplam a harmonia. Eles não se sustentam em nome do ego, e sabemos então que estamos na busca de harmonizar quaisquer situações com o amor, sem apartar, apenas permitindo a resposta amorosa, mesmo que pareça por demais difícil, que esta resposta se revele transformando tudo em beleza.

Que esta condição de Ser, seja perene pra todos nós, a cada dia, que floresça e transborde de amor neste Natal e no ciclo que se inicia.

Gratidão!

Andrea Schiavi

Terapia Mãe-Criança

Equipe Matri Gaia

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Comentários
  • Roberto Maldonado 68
    Responder

    Perfeito!…

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