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Se você é mãe e está se perguntando o que é esse nome Shantala para bebê que vem aparecendo no seu círculo de amigas e não sabe direito da onde vem, nem para que serve, aqui iremos lhe auxiliar.

“A massagem dos bebês é uma arte tão antiga quanto profunda.
Simples, mas difícil.
Difícil por seu simples.
Como tudo que é profundo.” Frédérick Leboyer – Shantala

A origem do nome Shantala

Na verdade, Shantala é o nome de uma mulher indiana que o médico obstetra Frédérick Leboyer teve o privilégio de conhecer, justamente no momento em que massageava seu filho na cidade de Calcutá.
Então, felizmente, observou a profundidade dessa prática e a apresentou ao Ocidente. Para isso, nomeou-a de “Shantala”, prestigiando essa mulher.

O que é Shantala para bebê

A técnica nada mais é do que a massagem com óleo corporal no bebê em todo seu corpo, movimentando cada parte dele com o toque das mãos e de algumas partes do braço de quem estiver massageando.
É uma das formas de se vincular com o bebê, de entrar mais em contato com a linguagem dele- que é corporal, no início da vida- e de estar mais atenta para amparar as demandas do bebê, pois tem mais facilidade em decodificar com mais clareza o que ele precisa, a partir de um contato íntimo frequente e profundo.

shantala para bebe

Para que serve a Shantala?

Essa técnica tem importantes significados no vínculo mãe e bebê. Ela foi ensinada, primeiramente, no sul da índia, em Kerala, dando enorme importância aos íntimos contatos corporais entre a mãe e seu bebê.
Percebe-se nos mamíferos que as mães lambem com vigor seus filhotes desde o nascimento. Na falta dessa massagem, com frequência, os filhos morrem.

No caso dos humanos não é diferente. É necessário o toque para que nos identifiquemos como seres diferenciados de nossa mãe; que entendamos que temos um corpo, que ele é nosso primeiro veículo de troca com o mundo, antes mesmo da linguagem.
É uma grande oportunidade que podemos oferecer para o bebê e também para nós mesmas, à medida que os auxilia a olhar o mundo com os olhos de nosso filho.

Quando você deve começar a Shantala?

É necessário encontrar a medida adequada. Claramente, nos primeiros dias de vida (antes do primeiro mês de nascimento), recomenda-se não massagear o bebê nas regiões da barriga e rosto.
Por outro lado, já pode ir encontrando uma forma do toque ocorrer de maneira mais leve, basta que as mãos percorram seu corpo, que ele se sinta “em contato” com você.

Com que frequência deve fazer a Shantala no bebê?

Diariamente, a massagem pode ser acrescentada em sua rotina com o bebê. Devagar, como uma dança, vocês irão se conhecendo e a tendência é ficar cada vez mais suave e tranquilo esse contato. Ambos estarão aprendendo com a prática. Saberão a hora de parar um movimento ou continuar outro.

E até que idade pode fazer a Shantala?

Pelo menos nos quatro primeiros meses. É recomendado massagear o bebê enquanto ele não consegue se mudar de lugar. No momento em que já puder se virar e se movimentar, você pode parar.
Mas não há regras para isso. Não há contraindicações em continuar o uso dessa prática em crianças maiores.

Como fazer a Shantala Passo a passo?

Há um passo a passo de como oferecer essas massagens, que parte do corpo do bebê irá ser realizado o movimento e que parte do seu corpo também. Na índia, as mulheres costumam ficar sentadas no chão com as pernas estiradas e o filho deitado em cima delas. Aqui no Ocidente, normalmente realizamos com o bebê deitado em uma superfície como cama, cômoda ou outro apoio da preferência de quem irá massagear.
Nesse livro citado acima, há uma descrição bem detalhada (e poética) da prática.

É, também, uma técnica intuitiva. Portanto, não há formas exatas de manusear o bebê e de passar para uma massagem e outra. Não há tempo pré estabelecido, é necessário que observemos as respostas do bebê: o tanto que ele está se sentindo confortável com o toque em determinada região de seu corpinho e o tanto que não está.

 

No Livro, Shantala, Frédérick Leboyer descreve o passo a passo que observou carinhosamente e também mostra fotos da mãe realizando a Shantala em seu filho. Há também cursos e oficinas que auxiliam pais, mães e profissionais a aprenderem essa técnica.

O mais importante, no entanto, é o contato com o bebê, pele a pele. O tempo envolvido durante a massagem e todo amor trocado durante essa experiência. Vale a pena experimentar! Seu filho agradece!

 

 

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