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O choro do bebê está te desgastando intensamente? Você está cansada e não compreende esse processo da criança? Existem caminhos para a compreensão desse fenômeno que podem te ajudar a se acalmar e acalmar seu filho. Nesse artigo vou aprofundar a compreensão sobre o choro do bebê.

Porque entender o bebê que chora muito?

Entender porque o bebê chora muito e passar a olhar para o choro do bebê de uma nova maneira, irá fazer com que você consiga se conectar com seu filho e com a experiência da maternidade de uma forma mais profunda e calma.

A criança não consegue se comunicar como um adulto, o cérebro e o psiquismo ainda não se desenvolveram completamente. Quando passamos a compreender a forma dos bebês expressarem quem são e o que precisam, fortalecemos a sensação interna de importância da criança, o bebê se sente mais seguro, se constitui psiquicamente de maneira mais fortalecida, mãe e bebê aprofundam o contato na relação e consequentemente, ambos ficam mais calmos.

O que o choro do meu filho significa?

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Ao longo do desenvolvimento da espécie humana, os bebês tiveram que chorar alto, de forma a chamar a atenção dos adultos de maneira efetiva. O som do choro do bebê é um dos mais invasivos para o ouvido humano, quando uma criança começa a chorar é comum que os adultos ao redor se incomodem ou se comovam. Chorar, então, é um comportamento evolutivo que se manteve em prol da sobrevivência da espécie.

É comum as mães buscarem profissionais para compreenderem porque seu bebê chora, no entanto, é importante que cada mulher olhe para dentro de si para iniciar a compreensão do que seu filho está sinalizando à você.

O caminho para a compreensão começa através dos próprios questionamentos maternos sobre o que em si está sendo calado.

O que precisamos para compreender o choro do bebê?

Esse processo de compreensão depende de cada caso e da abertura da mãe para olhar para seu filho, desfazendo-se dos padrões que ela mesma passou quando era bebê. Antigamente, muitas mães foram orientadas a deixar seus filhos chorando no berço por algumas noites, até que ele se esgotasse e desistisse de chorar.

Acreditava-se que dessa forma estaríamos ensinando as crianças a conseguirem ficar sozinhas em segurança, no entanto, essa maneira de agir não é benéfica para o desenvolvimento infantil, conforme diversos pesquisadores vem constatando nos últimos anos.

Acredito que você já deve ter escutado tais frases:

"deixa ele chorando um pouquinho, para não ficar mimado"

"é bom ele aprender a ficar sozinho desde cedo"

 

"ele só está querendo chamar a atenção"

 

Essas frases fortalecem a crença de que o choro é uma expressão inadequada da necessidade infantil e impedem que a mãe possa olhar para dentro de si. É provável que ao iniciar esse olhar para as dores do bebê, você mãe, passe a olhar para suas próprias feridas da primeira infância, por isso esse processo pode ser doloroso, porém transformador.

Exercitar um olhar gentil para si mesma e para seu filho pode proporcionar melhor desenvolvimento emocional para ambos.

Como compreender o choro do bebê

1 – ENTENDA

O conhecimento promove transformações. Vamos então partir do princípio que um bebê recém nascido só tem uma forma de comunicar suas necessidades: chorando.

Ele ainda não sabe falar, está aprendendo a se diferenciar da mãe e do mundo, e toda essa evolução é nova, ele está tendo suas primeiras experiências. O bebê, no útero, estava em um ambiente perfeito, aquecido, onde ele não tinha que comer, que evacuar, nem respirar. A partir do nascimento, ele passa a ter sensações novas e sentir desconfortos que antes não existiam, a simbiose e sensação de conexão estavam presentes.

Diante de todas as novas possibilidades de sentir a si mesmo e ao mundo que faz parte, a maneira com que ele consegue transmitir seus desconfortos é através do choro. Esse choro sinaliza a necessidade de cuidado do bebê ou desta mãe que também está passando por sensações novas e bastante intensas. Quando o bebê chora, ele não está dizendo: “vou te manipular para que você fique esgotada”, ele está dizendo: “eu preciso de você”.

2- TENTE SE ACALMAR

A partir da compreensão de como a criança expressa seus desconfortos, você pode então tentar se acalmar. Ser gentil com suas próprias limitações, é claro, pedir ajuda quando necessário, mas, pensando na criança, é necessário oferecer empatia. Empatia é a capacidade de se colocar no lugar dos outros. Ao se colocar no lugar do bebê que chora, entendemos que algo não está bem com ele, e assim, buscamos conexão. Essa abertura para a conexão irá gerar disposição à calma para você, mãe e, consequentemente, para seu filho.

3- SAIBA QUE VAI PASSAR

Ao longo do desenvolvimento infantil, a criança aprende outras formas de se comunicar. Antes do primeiro ano já balbucia algumas palavras, aponta para pessoas e coisas e pode vai em busca dos objetos de desejo.

Quando ela fica mais velha, já domina certo vocabulário e a compreensão das necessidades infantis ficam mais facilitadas no aspecto da linguagem. Portanto, a intensidade do choro com a dificuldade de compreensão se coloca deste jeito específico nos primeiros meses de vida do bebê. Vai passar, então, aproveite para se comunicar agora.

4- OLHE PARA SI MESMA

Quando um bebê chora muito e já está limpo e amamentado, a mãe precisa parar e olhar para si mesma. Perguntar-se: o que meu filho está chorando que eu estou calando?

Quando e onde exercitar estes aprendizados

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Exercitar esses passos acima nem sempre é fácil, temos certeza disso, no entanto é algo para ser exercitado todos os dias, o tempo todo. O desenvolvimento do bebê acontece junto do desenvolvimento da mãe, e esse processo é contínuo, sendo assim, a aprendizagem é constante.

De qualquer forma, alguns espaços podem ser abertos para essa compreensão aumentar. Espaços externos e internos.

Espaços externos: grupos de apoio, conversas com mulheres de confiança em sua vida, grupos de mães presencial e online. A rede de apoio segura nesse momento é de extrema importância e favorece para cada mulher entrar em contato com seu mundo interno. Em alguns casos um espaço para orientação profissional é bem vinda e até necessária.

Espaços internos: aqui, você que é mãe, irá encontrar sozinha. No silêncio da noite e em momentos de quietude do dia. Perguntar, com sinceridade, para si mesma o que está se passando dentro de você.

Aceitar as emoções de uma maternidade menos idealizada e mais real. Tentar olhar para suas emoções com empatia a si mesma é essencial. Talvez você entre em contato com espaços dentro de si que há muito tempo não se conectava. Aqui está a grandeza transformadora da maternidade.

Para me despedir…

Modificar a crença de que bebês pequenos querem manipular os pais é essencial para a transformação do olhar para a infância. Mudando esse olhar, passamos a contribuir para uma humanidade mais embasada no afeto, na segurança, na empatia. Esses bebês de agora são os futuros adultos que habitarão esse planeta. De que forma queremos que elas sejam recebidas? Com apoio ou abandono?

Nós já temos nossa certeza de que o amor transforma.

Fiz um vídeo sobre esse assunto, que você pode conferir abaixo.

 

Este artigo fez sentido para você? Conhece alguma mãe que pode se beneficiar deste conteúdo? Compartilhe para chegar a quem precisa. Se você tiver mais alguma dúvida, escreva aqui nos comentários abaixo…

 

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Mostrando 2 comentários
  • Carla Ramos Bettarello
    Responder

    Excelente!

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