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Você já ouviu falar que a amamentação da mulher que tem as mamas pequenas contém pouco leite? Que o tipo de mamilo irá prejudicar a pega correta? Que seu leite pode ser fraco e por isso seu bebê não está engordando como a curva de crescimento exige? Essas e algumas outras dúvidas vou tratar aqui com vocês sobre os mitos e verdades que rodeiam a tão desejada amamentação!

Nesse artigo, vou abordar os seguintes temas:





amamentação livre demanda

Porque precisamos entender o que é verdade ou mito sobre amamentação?

Pois, se passarmos a acreditar em tudo que nos dizem como verdade imutável, pode ser que tenhamos muito mais dificuldade em amamentar de forma tranquila e em livre demanda. É necessário ficarmos atentas com o que lemos e aos conteúdos que, de forma sutil (ou não) agregamos em nosso dia a dia. Esses conteúdos podem nos direcionar para o medo, o desconforto, a insegurança de que não somos capazes por algum motivo de alimentar o próprio filho.

A amamentação é uma das formas mais importantes de observar o vínculo mãe e bebê e como está o mundo interno de seu filho, pois com essa proximidade entre seus corpos, há também uma proximidade com as emoções e podemos com mais facilidade decodificar o que esse bebê precisa.

Vale ressaltar aqui que ela não é a única forma de vínculo e, portanto, não nos cabe julgar se é “mais ou menos mãe” quem amamenta. Cabe, sim, colocar que essa prática é maravilhosa e traz grandes benefícios para a mãe e também para o bebê, e que podemos auxiliar as mães que tenham interesse nesse tema a desmistificar alguns pontos-chave que podem atrapalhar grandemente a entrega para essa profundidade.

Como se dá uma amamentação prazerosa e saudável?

O amamentar é um processo que envolve treino. Envolve tempo. Envolve dor e renúncias. Às vezes não é a dor física que virá, mas a dor de perder noites sem dormir, de perder autonomia para decidir se tomará um banho mais tranquilo e demorado porque o bebê está com fome e não sabe esperar.  O bebê chora. E muito. Até ser ouvido e atendido.

A amamentação envolve nos comunicarmos profundamente com outro ser que não mais está dentro de nós e que agora demonstra seu querer, desconforto, vontades e desejos.

Há dor e prazer, juntos. Prazer ao ver as mãozinhas tocando na nossa, o olhar puro e o sorriso atrás da boquinha sugando o peito. Mais para frente, os gritinhos ao ver a mãe chegar, sorriso fácil, mãozinhas que pedem colo e presença.

É difícil estar presente. É exigente. Quando estamos focadas em alguma atividade, sem a mente dispersa, podemos olhar para dentro de nós e perceber os desconfortos de decisões ruins, de caminhos que precisam ser percorridos, de nossa falta de coragem e medo de seguir. O filho nos convida a olhar para tudo isso no silêncio das mamadas.

 

leite-materno

O que podemos fazer para que a amamentação aconteça de maneira fluida?

Primeiramente, saber que será um trabalho exigente e que, muitas vezes, não será de primeira que vocês dois conseguirão fazer dar certo.

Às vezes, precisarão de mais tempo que a amiga, que a vizinha ou mesmo que a mulher ao lado da cama do hospital conseguiu. Um tempo que só vocês dois poderão identificar e entender.

É necessário que tenhamos isso em mente para que, nas primeiras adversidades, não desistamos! Depois que vocês encontram o caminho, a suavidade aparece e o prazer também.

Com que frequência devo amamentar?

O ideal é levar a amamentação em livre demanda. Ou seja, envolve amamentar o bebê sempre que ele quiser. Sem restrições de horários e tempo entre as mamadas.

O mais adequado é perceber o desejo do bebê e atender, assim como quando estamos com sede e tomamos um copão bem cheio de água. Também não é necessário controlar quanto tempo o bebê ficará em cada seio. Segundo o pediatra Moises Chencinski, é importante deixar o bebê esgotar um peito para só depois oferecer o outro. Isso porque o leite muda durante a mamada. No começo, o leite é mais rico em água e lactose, depois mais anticorpos e, finalmente, possui mais gorduras.

 Como devo me atentar ao que é mito ou verdade sobre a amamentação?

Aqui lhe traremos alguns mitos referentes a esse tema.

MITOS

“Nossa, seu peito é muito pequeno, não vai conseguir amamentar, vai precisar usar a fórmula para complementar”. Esse tipo de argumento não é válido, pois o peito é um grande produtor de leite e não depósito. O armazenamento do líquido se dá em pequena escala, o importante é a produção e isso só se dá durante a sucção do bebê, com a pega correta (boca de peixinho).

“Seu bico é muito pequeno, não vai ser possível o bebê fazer a pega correta”. A diferença nos tipos de mamilo da mulher influenciam a pega do bebê. Mas temos que estar atentas que cada bebê possui uma alta capacidade de adaptação e, portanto, consegue encontrar caminhos, mesmo com maior dificuldade. Depois dos primeiros momentos mais difíceis, mãe e bebê são perfeitamente capazes de encontrar um caminho juntos (só deles) que pode dar certo.

“Seu leite é fraco”.  Não existe leite fraco! A produção de leite é um fenômeno absolutamente extraordinário, pois o corpo da mãe, a partir do contato com a boquinha do bebê, produz anticorpos com os vírus que o bebê trouxe para o peito. Com isso, o leite se modifica para atender essa necessidade. Ou seja, não há leite com a mesma formulação, muda conforme o que o bebê precisa.

São apenas alguns mitos que estão bem comumente difundidos. Se informe, se empodere para então fazer a melhor escolha, que é aquela direcionada pelo seu caminhar junto de seu filho.

Onde posso amamentar para promover a escuta de meu filho?

Inicialmente, procure locais silenciosos e que lhe tragam bastante tranquilidade para realizar a amamentação. Isso é necessário para lhe auxiliar na percepção dos sinais de seu bebê. Como provavelmente estará bem vulnerável principalmente logo após o parto, perceba se as pessoas que estão ao seu redor lhe trazem paz e compreendem o que está passando. Peça auxílio para seu companheiro(a) ou para quem estiver ao seu lado para falar “nãos” quando necessário. É importante colocar limites para proteger tanto seu espaço quanto para ouvir a sutileza das respostas do bebê.

Conhece alguma mãe que possa se beneficiar desse conteúdo? Compartilhe para chegar até quem precisa. Se tiver alguma dúvida, escreva aqui nos comentários abaixo.

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