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Quão distantes estamos de experienciar a vida? Seja por falta efetivamente de presença no aqui e agora, seja por estarmos muito virtualizados, seja por estarmos distantes da nossa própria filosofia (tema do meu post passado – Filosofia Pessoal), vivendo na dormência do que é comum e aceitável aos olhos de nem sei de quem!
Ou será que por tudo isso junto?!

O fato é que só a experiência nos constrói, só o momento vivido de corpo e alma nos transforma e nos nutre.

Podemos dizer que todo o resto é tempo não bem aproveitado (que pode custar caro lá pra frente).

A experiência é a base da vida humana, é ela que nos conduz, é ela que nos traz propósito e capacidade para realizar algo por nós e pelos outros.

Nas palavras de Jorge Larrosa Bondia, “o sujeito moderno é aquele incapaz de experiência e somente ela é capaz de gerar conhecimento verdadeiro.
Para acontecer a experiência, é necessário um gesto de interrupção. Requer parar para pensar, parar para olhar, parar para escutar, sentir mais devagar, demorar-se nos detalhes, suspender a opinião, suspender o juízo, suspender a vontade, suspender a automação da ação, falar sobre o que nos acontece, aprender a lentidão, escutar aos outros, cultivar a arte do encontro, calar muito, ter paciência, dar-se tempo e espaço.”

Estamos escassos dessas pausas, carentes de sentir, acostumados a só agir, ou melhor ainda, reagir.

Isso reflete todo o excesso que carregamos que está fora da experiência, que é estéril, frio, desconexo. São eles os saberes isolados e desintegrados, os julgamentos, as opiniões desacompanhadas de prévio contato, etc…

Precisamos urgentemente equalizar os conhecimentos adquiridos e alcançar mais sabedoria. Sabedoria esta que nos conduz a saber viver a vida e extrair o melhor dela.
Atrevo-me a dizer que estamos na Era do resgate do Saber Primordial, aquele que aprendemos de dentro para fora. Aquele que está na nossa capacidade inata de perceber a realidade por si mesmo.
E nessa Era de tantas possibilidades temos a oportunidade incrível de usar diversos conhecimentos a nosso favor.
Como por exemplo a tecnologia, aproveitando e honrando os caminhos também trilhados pelas gerações passadas, mas agora usando essas ferramentas para compartilhar e dividir aprendizados com um número bem maior de pessoas, aproximando propósitos e somando forças de ação. Ações estas resultantes de um despertar coletivo, ainda mais poderoso do que o individual.
Sem mais perder o foco do que é mais importante.. Do acessório servindo o essencial, e não o contrário.

Sairemos assim da pobreza da atual vida humana, honrando o conhecimento conquistado e reverenciando o saber ativo que alimenta, ilumina e guia a nossa existência.

É na experiência que mora a sabedoria. Então escolhamos estar presentes em nossos “si mesmo” para experienciar realmente, caso contrário só viveremos passivamente, sem desfrutar da grandeza da Vida.

Por fim, conectados somente com as reais experiências vividas, respondamos:
Para aquelas que podemos escolher, quais outras experiências desejo ter hoje?

Maria Gabriela Hubert Lubiani Alcantara
Mulher, esposa, mãe, Biopsicóloga e Instrutora de Yoga.
Sócia do Espaço Matri Gaia.
www.matrigaia.com.br

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Comentários
  • Magali Hubert
    Responder

    Parabéns pelo texto. É linda sua visão de vida.
    Gratidão por todo o aprendizado ?

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